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Desde: 06/02/2012      Publicadas: 19247      Atualização: 20/11/2014

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 INTERNACIONAL
  13/04/2012
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CARLOS GOMES JUNIOR ESTA AMEAÇADO DE MORTE
CARLOS GOMES  JUNIOR     ESTA AMEAÇADO DE MORTEO primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior, e o chefe das Forças Armadas guineenses, Zamora Induta, foram sequestrados por militares, esta manhã, em Bissau. Entretanto, a RTP relata a existência de manifestações nas ruas de Bissau, mantendo-se o clima de tensão.

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Segundo a BBC, que tem um correspondente em Bissau, os militares são chefiados pelo número dois da hierarquia militar, o general António Injai, vice-chefe do Estado Maior.

O Chefe de Estado-maior Adjunto das Forças Armadas da Guiné-Bissau, o General António Indjai, ameaçou, durante uma conferência de imprensa, "matar" o primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior, se a "máfia" dos seus seus simpatizantes não acabasse.

"Pedimos para evitarem congestionamentos nas ruas. Se não o fizerem, poderemos ter que matar Cadogo" (último nome do primeiro-ministro guineense) disse Indjai, que estava acompanhado pelo ex-chefe da Marinha, o Almirante José Américo Bubo NaTchuto.

Após ser detido, o primeiro-ministro foi levado para casa pelos soldados que o haviam prendido de amanhã. Ao início da tarde, os manifestantes que apoiavam Gomes Junior foram mantidos à distância de 150 metros da residência.

As últimas informações indicam que o primeiro ministro da Guiné-Bissau terá sido reconduzido por militares para o seu gabinete, no Palácio do Governo, e está neste momento reunido com oficiais superiores na presença de alguns membros do Governo.

Informações da correspondente da RTP indicam que o primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior se encontra "sob a alçada" dos militares revoltosos e que estes ameaçam matá-lo se a população não abandonar os protestos nas ruas de Bissau.

A BBC diz também que o grupo de soldados terá tentado ainda entrar na sede das Nações Unidas, na capital guineense, com o objectivo de retirar de lá o antigo chefe da marinha, Bubi Nachuto, que ali se refugiou no ano passado.

Secretário de Estado garante que portugueses estão bem

Os portugueses residentes na Guiné-Bissau estão bem e não há registos de incidentes na sequência da detenção do primeiro ministro e do chefe das Forças Armadas, disse, entretanto, o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas.

"Todos os portugueses estão bem", disse António Braga à Agência Lusa, acrescentando que está a "acompanhar a situação". O governante disse ainda que "não há notícias de qualquer incidente com portugueses".

Residem oficialmente na Guiné-Bissau 2208 portugueses, estando a maioria concentrada em Bissau, palco, hoje, do que parece ser uma tentativa de golpe de Estado.

Uma acção que ocorre um ano depois do assassínio de Nino Vieira, presidente da Guiné-Bissau, e do então chefe das Forças Armadas, a 2 de Março de 2009.


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